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História de Lisboa

Lisboa nasceu de uma "citânia" localizada a norte do actual castelo de S. Jorge. Foi um dos núcleos desenvolvidos pelos romanos pela sua posição estratégica, resultante do reflexo do terreno por um lado, e da protecção natural perante o estuário do Tejo e o braço do rio que então se desenvolvia a ocidente e penetrava profundamente no território.

Olisipo (começou assim por se designar a cidade) caracterizava-se pela existência de um núcleo de população fixa defendida pela soldadesca, tendo sido mais tarde conquista pelos muçulmanos, tornando-se o mais opulento centro comercial de toda a África e de uma grande parte da Europa.

Em 1147, D. Afonso Henriques, 1º Rei de Portugal, conquista a cidade. Com a participação cristã, dá-se a expansão de Lisboa para além das suas muralhas. Herdados do passado existiram dois arrabaldes - a Baixa e Alfama. O braço do rio desaparece definitivamente no séc.XIII.

A arquitectura da cidade foi mudando lentamente mas foi em 1755, pós terramoto e o incêndio que se lhe seguiu, que a paisagem urbanística mudou consideravelmente. À frente do plano, estava Marquês de Pombal. O centro da cidade passou-se para o Rossio e o Terreiro do Paço que, anos mais tarde, passaram a sua posição ao Chiado, que se tornou o centro cultural e comercial da cidade.

O início do século XX ficou marcado por uma segunda modernização. A partir da década de 1930, começa o período Duarte Pacheco, Presidente da Câmara e posteriormente Ministro das Obras Públicas (1930-43). Constroem-se novos bairros assumidamente desenhados pelos novos urbanistas de ruas largas e homogeneidade do desenho das fachadas, (vulgarmente designados de estilo Português Suave). Sob a orientação de Duarte Pacheco, o Município decide-se pela criação de um parque verde em Monsanto. Atravessado por uma auto-estrada que liga Lisboa ao Estádio Nacional é feita a arborização do parque instituindo um sistema jurídico de expropriação dos terrenos especialmente para esse efeito.

São criados novos bairros (Encarnação e Alvalade) antecessores do aparecimento e desenvolvimento da urbanização de Olivais e Chelas. É a época dos grandes blocos residenciais livres e separados por zonas verdes, procurando uma maior exposição solar e melhor arejamento segundo os modelos já ensaiados noutros países. É também desta época o arranjo ajardinado das praças que resultam da composição urbanística, com o objectivo de criar zonas de lazer e jogos infantis.

Mais recentemente aparecem iniciativas municipais de conjunto coabitando com urbanizações privadas localizadas aqui e ali, que preenchem os espaços "ainda livres", das zonas limítrofes da Lisboa Cidade.